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André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em (Teologia em Alta, Benfica RelógiosSkinni Jeans e Leitura Saudável), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Saudável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A TIPOLOGIA DO CRISTO - Por André Rodrigues



 O Antigo Testamento está repleto de informações tipológicas. Já vimos, em momento anterior, que a tipologia consiste no tratamento de fatos que antecipavam a vida, morte e ministério de Jesus (ANDRADE, 2007, p. 346). Diversos acontecimentos e pessoas estão associados com o Cristo. Essa relação é possível porque Cristo é o tema central de toda a Escritura. Assim, podemos definir que, nos detalhes ou entrelinhas do AT, Cristo manifesta-se a todo instante através da tipologia.
 Alguns escritores descrevem, de modo generalizado, tanto os fatos quanto os personagens tipológicos. A nossa preocupação consistirá em apresentar a tipologia do Cristo nas pessoas de maior representatividade, embora façamos menção às opiniões de alguns expositores do assunto.
 Quando trata a respeito da morte de Cristo em um tópico de sua obra, um autor defende que: “É da morte de Cristo que tratam muitos tipos de profecias no Velho Testamento”. O mesmo ainda ressalta:
 
Começando com o Protoevangelium[1] em Gn. 3:15 e o animal que morreu para fornecer vestimenta de pele para Adão e Eva (Gn. 3:21) [...] Temos assim o sacrifício de Abel (Gn. 4:4), o carneiro no Monte Moriá (Gn. 22:13), os sacrifícios dos patriarcas em geral (Gn. 8:20; 12:8; 26:25; 33:20; 35:7), o cordeiro pascal no Egito (Êx. 12: 1-28), os sacrifícios levíticos (Lv. 1-7), a oferta de Manoá (Juízes 13:16, 19), o sacrifício anual de Elcana (I Sm. 1:21), as ofertas de Samuel (I Sm. 7:9, 10; 16:2-5), as ofertas de Davi (II Sm. 6:18), as ofertas de Ezequias (II Cr. 29:21-24), as ofertas nos dias de Esdras (Esdras 3:3-6) e Neemias (10:32,33); e todos eles apontam para a maior de todas as ofertas que seria feita por Cristo (THIESSEN, 2006, p. 223).
 


 Champlin (1995, vol. 4, p. 242) assegura que a nação de Israel constitui um tipo de Cristo, pelo fato dessa nação receber a mensagem de redenção da parte de Deus. Além da nação israelita, há ainda diversos outros tipos não-humanos de Jesus. Melo apresenta-nos uma série deles: “a luz”, “a arca de Noé”, “o carneiro”, “a escada de Jacó”, “o cordeiro pascoal”, “a coluna de fogo”, “a rocha de Horebe”, “a serpente de metal”, “a estrela”, o “Urim e  o Tumim”.
Segundo o referido autor, “Quando as trevas cobriam a face do abismo, tudo era caos. Deus disse: “Haja luz. E houve luz”. Foi o começo da obra da criação, no sentido de preparar o ambiente para a criatura. A vinda de Jesus ao mundo foi de modo idêntico.” E acrescenta:


O profeta Isaías teve uma visão, que expressou em forma de narrativa: “O povo que andava em trevas, viu uma grande luz” (Is 9.2a). Cumpriu-se esta profecia em Capernaum[2], quando Jesus começou a pregar. O evangelista diz: “Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías”. E em seguida transcreve as palavras do profeta (Mt 4.12-16) (2006, p. 41).





 “Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face... Faze para ti uma arca de madeira de Gofer... e entrarás na arca tu e os teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos...” (Gn 6.13a, 14a, 18b). A arca, segundo ele, era o único recurso de saída para aquele castigo que haveria de vir. De acordo com sua afirmação: “Neste sentido é tipo de Jesus Cristo, único meio para a salvação eterna” (2006, p. 42).
Na ocasião em que Deus pede que Abraão ofereça seu filho Isaque em sacrifício, observamos na obediência do patriarca um proceder sem questionamentos (pelo menos não nos é externado). Assim, quando na obediência de Abraão em cumprir o pedido, e havendo preparado toda a estrutura para sacrificar seu próprio filho, ouve-se uma voz: “...Não estenda a tua mão sobre o moço...” (Gn 22.12a) (IBIDEM).
Melo ainda acentua:
 
Olhando para trás, viu Abraão um carneiro, que foi sacrificado em lugar de Isaque, do mesmo modo como Jesus foi crucificado por nós. Na apresentação de João Batista aos seus ouvintes, Jesus é chamado: “...o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29b) (IBIDEM).


 Através dos exemplos, é possível notar que variados acontecimentos descrevem uma tipologia do Cristo revelado no Novo Testamento. Outros argumentos tipológicos gerais poderiam ser mostrados, todavia não se faz necessário, pois os já citados são suficientes para mostrar a tipologia nos ícones do Antigo Concerto. A partir de agora, toda nossa concentração será voltada unicamente para os personagens de maior impacto tipológico: “Adão, Moisés e Davi” (DOUGLAS, Et All, 2006, p. 861). Melquisedeque, importante tipo de Cristo, será tratado em outro momento.
 Acerca de Adão, Andrade explica:


[...] Primeiro ser humano criado por Deus (Gn 1.26), e pai de toda a família humana. Assim a Bíblia descreve a criação do homem: “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2.7)
Segundo a doutrina do monogenismo[3], os seres humanos todos são provenientes de Adão e de sua mulher, Eva. [...] Como representante da raça pecou e, consigo, todos os homens (Rm 5.12). Veio, porém, o Senhor Jesus Cristo que, como o segundo Adão, resgatou-nos das garras de Satanás. Por conseguinte Adão é o pai da humanidade caída; Cristo o Pai da humanidade redimida (2007, p. 30, grifo meu).


 Contudo, sabemos que Adão pecou, transgrediu a ordem proibitiva de Deus (Gn 3).
A Queda do homem foi provocada pela astúcia da serpente. Ela é representada falando de si mesma, mas a Bíblia revela posteriormente que se trata de Satanás falando por intermédio da serpente (2Co 11.3,14; Ap 12.9; 20.2). Ela conseguiu fazer com que Adão e Eva desobedecessem ao Criador. Consumou-se a obra perversa. E a mortalha do pecado, da dor e da morte caiu sobre o mundo que Deus criara belo e definira como bom (HALLEY, 2001, p. 76).
 

Mas Deus, diante desse acontecimento, provê um redentor, o descendente da mulher, Jesus, o antítipo do nosso primeiro representante da raça humana. Gênesis 3.15 diz: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente, esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (ARC).

Aqui, imediatamente após a queda do homem, consta a profecia feita por Deus de que a criação dos seres humanos ainda se revelaria bem-sucedida mediante o “descendente da mulher”. Esse é o primeiro indício da Bíblia de um redentor vindouro. O emprego do pronome “este” (v. 15) demonstra que se trata de uma pessoa específica. Houve apenas um descendente de Eva que nasceu de mulher sem o envolvimento de um homem. Aqui, bem no início da história bíblica, aparece esta primeira prefiguração de Cristo. E, à medida que a história bíblica se desdobra, surgem outros indícios, retratos e declarações que se tornam cada vez mais nítidos e abundantes, de modo que, ao chegarmos ao do AT, vemos desenhado um quadro razoavelmente completo de Cristo (HALLEY, 2001, p. 77,78).


Não há dúvidas de que necessitaríamos de um segundo “Adão”, devido à maneira como os fatos ocorreram. Cristo trouxe de volta aquela comunhão do homem com Deus, existente no princípio do mundo.        
                  Dentre os tipos humanos de Jesus com maior representatividade, Adão é o primeiro, seguido por Moisés e Davi. Passaremos a tratar do que dizem os estudiosos acerca de Moisés como tipo de Cristo.

Moisés trouxe uma fé preliminar, e foi o primeiro legislador. Cristo não veio ao mundo para anular essa revelação mosaica, mas para levá-la a perfeição (ver Mat. 5:17). O trecho de João 1:17 contrasta a lei e a graça [...], atribuindo a primeira a Moisés e a segunda a Cristo. E a mensagem geral do apóstolo Paulo exibiu a futilidade da lei como medida salvatícia, ainda que exaltasse a lei como um meio necessário para mostrar aos homens o quanto eles carecem de Cristo. As epístolas aos Romanos e aos Gálatas servem de declarações clássicas dessas idéias fundamentais. Cristo foi o segundo e maior legislador. Os capítulos cinco a sete do evangelho de Mateus mostram isso claramente, visto que Cristo reinterpretou a lei mosaica, do ponto de vista dos motivos íntimos, conferindo-lhe uma significação ética muito mais profunda (CHAMPLIN, 1995, vol. 4, p. 334).  

 
Moisés se introduz na tipologia não somente como um grande legislador. Josefo, historiador judeu do primeiro século da era cristã, revela-nos detalhes importantes sobre esse grande líder, e comenta: “Moisés tornou-se a maior personagem que jamais existiu entre os hebreus” (Antiguidades Judaicas, livro 2º, Cap. 5, p. 140). Essa, sem dúvida, é uma afirmação que poderia ser aplicada a Jesus. Josefo diz ainda:


À medida que Moisés crescia, demonstrava muito mais espírito e inteligência que o permitido pela sua idade. Mesmo brincando, dava sinais de que um dia seria alguém extraordinário. Quando completou três anos, Deus fez brilhar em seu rosto uma tão grande beleza que as pessoas, mesmo as mais austeras, ficavam arrebatadas. Ele atraía sobre si os olhares de todos os que o encontravam e, por mais pressa que tivessem, eram obrigados a parar para contemplá-lo (IBIDEM).  

 
 A citação acima nos lembra passagens dos evangelhos:

 
E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.40,52 ARC).
 


 Em outro lugar se diz: “E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou de sua doutrina, porquanto os ensinavam com autoridade e não como os escribas” (Mt 7.28,29 ARC).
Contudo, o principal ponto de partida para a relação entre Moisés e Jesus define-se na afirmação do próprio servo do Senhor, escrevendo ao povo na repetição da lei[4]:
O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; conforme tudo o que pediste ao Senhor, teu Deus, em Horebe, no dia da congregação, dizendo: não ouvireis mais a voz do Senhor, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra.
Então, o Senhor me disse: Bem falaram, naquilo que disseram.
Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar (Dt 18.15-19 ARC, grifo meu).


Essa afirmação escriturística revela a tamanha responsabilidade que possuía aquele representante de Deus para com seu povo. Moisés recebe a mensagem de Deus acerca de um sucessor com as mesmas características dele. Por certo, essa profecia diz respeito a Jesus:

[...] a promessa é mais que mera sucessão de profetas. Este fato é esclarecido em 34.10[5], que, logicamente, rememora esta passagem. Outros profetas surgiram desde a morte de Moisés, mas nenhum conheceu o Senhor de forma tão direta quanto ele. Desse tempo em diante, Israel sempre estava a procurar “o profeta” (e.g., Jo 1.21; 7.40). Não o encontraram até que acharam Aquele, cuja glória era “como a glória do Unigênito do Pai” (Jo 1.14), que era o próprio “resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa” (Hb 1.3; cf. At 3.22,23) (LIVINGSTON, Et All, vol. 1, 2009, p. 455).

 
 Corroborando a citação acima, outro autor destaca:
  

Esse trecho não diz, de modo lasso e indefinido, que surgiria um profeta “semelhante a Moisés”, mas antes, afirma que surgiria especificamente um profeta que, em sua pessoa e em sua obra, poderia ser comparado com Moisés em Horebe (v. 16). Ora, essa comparação não foi cumprida por qualquer dos profetas do AT. Moisés, em Horebe, foi o mediador da aliança; os profetas foram pregadores da aliança e previram uma nova aliança. Moisés foi um originador; os profetas foram propagadores. Com Moisés a religião de Israel entrou numa nova fase; os profetas lutaram pelo estabelecimento e manutenção dessa fase, para a qual olhavam como sendo coisa futura. A exigência estrita dos vs. 15 e 16, por conseguinte, só pode ser satisfeita pelo Messias (DOUGLAS, Et All, 2006, p. 863).

 

 Percebe-se a tamanha importância de Moisés como tipo de Cristo. Um grande legislador, um eficiente condutor do povo de Deus e um profeta com as qualidades Daquele que haveria de vir. Dentre os símbolos do judaísmo, Moisés ocupa lugar de destaque, principalmente por seus escritos. Entre os Saduceus[6], por exemplo, “sua posição teológica era conservadora, não aceitando nenhuma revelação além dos cinco livros de Moisés (Gênesis a Deuteronômio)” (ALEXANDER, 2008, p. 529).
 Do mesmo modo, no tocante à importância dada a Adão e a Moisés como típicos representantes de Cristo, encontramos também Davi. É inquestionável a influência do “segundo e o mais ilustres dos reis de Israel, conhecido como “o homem segundo o coração de Deus” (At 13.22), (BOYER, 2006, p. 192). Do ponto de vista da manifestação tipológica encontrada em Davi, é possível detectarmos elementos que favorecem o fato de o próprio Deus fazer com que, através da “raiz de Jessé”, ou seja, da família ou linhagem do pai de Davi, descendesse o Messias. Aquele que era esperado pelos judeus para a restauração completa da nação em todos os aspectos. Quanto aos exemplos desenvolvidos pela trajetória de vida daquele “menor da casa de seu pai” (1Sm 16.11), ressalta Melo:


Quando Samuel convocou a reunião dos filhos de Jessé para ungir um rei escolhido por Deus, Jessé não se lembrou de Davi. Esqueceu-se dele ou pensou que não era necessária sua presença (I Sm 16.10,11). É semelhante a Jesus. Davi era considerado sem importância para ocasiões especiais. Jesus Cristo foi desprezado pelos homens que não fizeram dele caso algum (Is 53.2 e 3) (2006, p. 38).


 
 Há entre Davi e Jesus algumas particularidades. Quanto ao exemplo de Adão, percebe-se este como sendo o primeiro “Homem”, e Cristo, o segundo. Na tipologia literal com Moisés, teria Jesus características daquele profeta. Mas com Davi a relação parece um pouco mais estreita: “Davi foi ungido por ordem de Deus (1Sm 16.1, 12, 13); Jesus foi o Cristo, o Ungido de Deus (Lc 4.18; At 4.27; Hb 1.9); Davi era pastor de ovelhas (1Sm 16.11); Jesus é o Bom Pastor (Jo 10.14) e o Sumo Pastor (1Pd 5.4)”, (MELO, 2006, p. 38).
Melo acrescenta ainda que “há uma referência profética bem tocante referindo-se a Davi como pastor: “E levantarei sobre elas um pastor... o meu servo Davi é que há de apascentar; ele lhes servirá de pastor” (Ez 34.23), (2006, p. 38,39). “A promessa messiânica estava tão vinculada à casa de Davi, que, às vezes, encontramos o nome “Davi” como título messiânico: “...e buscarão o SENHOR, seu Deus, e Davi, seu rei”. (Os 3.6)” (SOARES, 2008, p. 125).
O autor ainda ressalta:


O Targum[7] de Jonathan traduziu parafraseando, assim: “Obedecerão ao Messias, o Filho de Davi, seu rei”. Outras profecias do Antigo Testamento apresentam o Messias pelo nome de Davi: “mas servirão ao SENHOR, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei” (Jr 30.9). o mesmo acontece no discurso profético de Ezequiel (34.23,24; 37.24). Essa promessa teve implicações teológicas profundas no período do Novo Testamento. Quando Jesus discursava acerca de sua missão, seus ouvintes comentavam: “Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e de Belém, da aldeia de onde era Davi?” (Jo 7.42). Todo Israel tinha conhecimento desta profecia e aguardava seu cumprimento, era a expectativa do povo. Paulo e Barnabé, na sinagoga de Antioquia da Psídia, trouxeram o assunto à tona lembrando aos judeus da diáspora[8], a promessa feita a Davi: “Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel” (At 13.23) (2008, p. 125,126).


 Concluímos que o estudo acurado da tipologia reflete-se em desvendar em alguns personagens a relevância que tiveram, seja de modo positivo ou não, como é o caso de Adão, que se tornou tipo mesmo após sua transgressão. Assim, expusemos os ditames que propuseram esses relacionamentos representativos acerca de Cristo, os quais abrem um precedente para a chegada Dele a este mundo. Este período que caracteriza a vinda de Jesus e a sua dispersão gloriosa é citada nas Escrituras como sendo a Plenitude do Tempo (Gl 4.4 ARA). É sobre esse assunto que trataremos no próximo tópico. 



Artigo extraído de: RODRIGUES, André. O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei. 2011, Editora Nossa Livraria - PE





[1] Expressão usada pelo autor, para dar ênfase ao anúncio da profecia, que diz respeito às boas novas de salvação, desde a narração da queda do homem. Deus, a partir daí trouxe provisão à humanidade, mostrando que traria ao mundo Um que procederia perfeitamente, para o cumprimento de seu plano original: a comunhão ininterrupta com o homem.

[2] O mesmo que Cafarnaum. No heb. significa  Aldeia de Naum ou de Consolação (BOYER, 2006 p. 127).
[3] Monogenismo deriva-se de um vocábulo grego monos, que é o mesmo que um e genos, que é geração. Assim, monogenismo constitui a doutrina bíblica de “serem todos os seres humanos provenientes de um único casal: Adão e Eva” (ANDRADE, 2007, p. 269).
[4] A expressão “repetição da lei”, diz respeito a Deuteronômio, o quinto livro da Bíblia, que em grego, tem este significado ou ainda “segunda lei” (BOYER, 2006, p. 208).

[5] Este versículo do capítulo 34, citado pelo comentarista, tem, segundo ele, um conectivo com aquele principal do capítulo 18. De fato, é conveniente seu raciocínio, porquanto se diz: “E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera face a face” (ARC). Contudo, este versículo está inserido próximo do final do livro de Deuteronômio, e não necessariamente no final da história daquele povo.

[6] Uma pequena seita judaica, composta de sacerdotes ricos e influentes, que ganhou domínio sobre o sacerdócio nos anos que antecederam a vinda de Cristo. Os saduceus não eram propriamente uma seita, nem um partido político, muito menos uma escola filosófica, mas tinham características destas três realidades. Eram racionalistas e mundanos, com muito pouco interesse na religião. Por serem adversários dos fariseus, repudiavam as tradições. Desejavam, sobretudo, o gozo pacífico de suas riquezas (BOYER, 2006, P. 585).
[7] “Targum”, em hebraico, significa “tradução”, e “targumim” é o plural, a maioria usa a forma aportuguesada “targuns”. O Targum de Ônquelos é o texto padrão da Lei, ou seja, o Targum oficial do Pentateuco. O outro Targum do Pentateuco é o Targum Yerushalaim (Targum de Jerusalém) ou Pseudo-Jonathan, pois há outro Targum de Jonathan, tradução aramaica e parafraseada dos profetas. Esse último Jonathan é identificado como Jonathan bem Uzziel, que foi discípulo do rabino Hillel, contemporâneo de Herodes, o Grande (SOARES, 2008, p. 22, nota de rodapé).

[8] [Do gr. diáspora, dispersão] Processo de exílio disciplinar que acabou por desalojar os filhos de Israel de sua terra. Diz-se exílio disciplinar, porque dessa maneira Moisés e os profetas que lhe sucederam encaravam a expulsão das tribos hebréias de sua herança. Expulsão essa que veio em conseqüência de seu pecado (Dt 28; Jr 32). Hoje a diáspora não é somente o processo de dispersão dos filhos de Jacó de sua terra; é também toda a comunidade israelita que vive fora dos termos de Israel (ANDRADE, 2007, p. 144, 145).

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