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André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em (Teologia em Alta, Benfica RelógiosSkinni Jeans e Leitura Saudável), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Saudável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

COMO PROCEDEU A INSTITUIÇÃO DOS SACERDOTES - Por André Rodrigues




De uma coisa sabemos: “no Antigo Testamento, os sacerdotes eram designados por Deus para oferecer sacrifícios” (GRUDEM, 1995, p. 525). Mas como explicar o estabelecimento exato dessa classe, que representaria perpetuamente o povo diante de Deus? Halley (2001, p. 127) destaca que “o sacerdócio levítico foi ordenado por Deus para servir de mediador entre Deus e a nação hebraica, mediante a oferta de animais sacrificiais”. Os levitas foram separados por Deus para ficarem à frente dos serviços vinculados ao Tabernáculo e, consequentemente, aos serviços no Templo, posteriormente. De maneira detalhada, esse comentarista acentua:
 
Os levitas são todos os pertencentes à tribo de Levi, uma das doze tribos de Israel. [...] Deus nomeou os levitas para tomar o lugar dos primogênitos no serviço a Deus[1]. Uma família ou clã dos levitas, a família de Arão, foi separada para o sacerdócio. O restante dos levitas dariam assistência aos sacerdotes. Entre seus deveres estavam o cuidado do Tabernáculo e posteriormente o cuidado do Templo, bem como as funções de mestres, escribas, músicos, oficiais e juízes. [...] A tribo de Levi foi a única que não obteve terras depois de os israelitas terem conquistado Canaã. Em contrapartida, receberam 48 cidades, espalhadas por todas as partes do país (Nm 35.7; Js 21.19). Como não receberam terras, não conseguiam sustentar a si mesmos – seu sustento provinha dos dízimos do restante de Israel (HALLEY, 2001, p. 125).


Dentro dessa perspectiva, agora numa visão centrada exatamente na constituição da hereditariedade de Arão para o sacerdócio perpétuo, Gilberto ressalta:


No tocante ao sacerdócio araônico, está escrito: “...ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão (Hb 5.4). A escolha dele para exercer o sacerdócio não se deu devido ao seu parentesco com Moisés. Foi um ato soberano de Deus (GILBERTO, Et All, 2009, p. 144).



Deus, através de Arão, irmão de Moisés, numa escolha importante, constituiu a primeira família da linhagem sacerdotal para a nação. Para uma melhor compreensão dessa escolha de Deus por Arão, devemos salientar que esta escolha não reflete apenas a formação de sacerdotes, mas, através de Arão, nasce também a linhagem de sumo sacerdotes[2], da qual ele foi pioneiro. Halley, de modo acentuado, ao explicar esta consagração de Arão, diz:


Antes da época de Moisés, os sacrifícios eram apresentados pelos cabeças da famílias[3]. Mas, uma vez organizada a nação, consagra-se um lugar para os sacrifícios, preceitua-se um ritual e cria-se um sacerdócio hereditário em uma cerimônia solene. Foi determinado que Arão fosse o sumo sacerdote, e seu filho primogênito, seu sucessor. O sacerdócio era sustentado pelos dízimos (a décima parte da renda familiar – na forma de dinheiro, gado ou produtos agrícolas) e por parte de alguns sacrifícios. Eles receberam treze cidades (Js 21.13-19) (2001, p. 126, 127).



É importante o testemunho de Flávio Josefo, considerado um dos maiores historiadores judeus de todos os tempos em literatura não-canônica. Sendo também de linhagem sacerdotal, viveu entre 37 e 103 d.C., era possuidor de uma capacidade particular  para expressar as raízes elementares deste tão precioso ofício, do qual também descendia. Diz ele:


[...] Tudo estava preparado, e não restava mais consagrar o Tabernáculo. Deus então apareceu a Moisés e ordenou-lhe que fizesse a Arão, seu irmão, sumo sacerdote, porque era mais digno que qualquer outro para esse cargo. Moisés reuniu o povo, falou-lhes das virtudes de Arão e do interesse deste pelo bem público, que tantas vezes o fizera arriscar a vida. E todos não somente concordam com a escolha, mas o aprovam com alegria. Então Moisés assim lhes falou: “Todas as obras que Deus havia ordenado estão terminadas, segundo a sua vontade e segundo as nossas posses. Como vós sabeis, Ele quer honrar este Tabernáculo com a sua presença, mas é necessário, antes de tudo o mais, criar o sumo sacerdote, aquele que é o mais competente para bem desempenhar este cargo, a fim de que cuide de tudo o que se refere ao culto divino e ofereça a Ele os vossos votos e as vossas orações. [...] Deus mesmo, que destinou Arão há muito tempo para esse sagrado ministério, conhecendo-o como o mais justo dentre vós, o mais digno de ser honrado, deu-lhe o seu voto e julgou em seu favor. Assim, Arão oferecer-lhe-á de ora em diante, por vós, orações e votos, e Ele os escutará tanto mais favoravelmente quanto, além do amor que vos tem, eles lhe serão apresentados por aquele que Ele escolheu para ser o vosso intercessor junto dele (Antiguidades Judaicas, Livro 3º, Cap. 9, p. 176, 177).
 


Percebe-se, de acordo com as citações acima, que Arão era o sumo sacerdote estabelecido por Deus. Letham (2007, p. 104) descreve que “em Israel, o ofício estava reservado a Arão e os seus descendentes diretos”. Contudo, aos levitas[4], como vimos em momento anterior foram atribuídas as obrigações do exercício sacerdotal. “Isso não significa, porém, que todo o levita fosse sacerdote. No entanto, todo sacerdote tinha de ser necessariamente levita” (ANDRADE, 2007, p. 253). Na ordem das responsabilidades desses levitas, não mais no tempo do Tabernáculo, mas já com a fixação do Templo em Jerusalém, houve a necessidade de reestruturação das atividades exercidas por eles. Uns dedicaram-se à fiscalização do serviço do Templo; outros agiam como porteiros; e ainda alguns se portavam como músicos. Comenta-se que provavelmente havia um coral com quatro mil vozes de levitas. Em uma escala de serviço específico, destacam-se alguns levitas como oficiais e juízes de Israel, como também aqueles que estariam à disposição dos negócios do rei. Concluímos, portanto, que a separação dessa tribo efetuada por Deus transcenderia os serviços ligados a Ele e entraria numa esfera de atuação de grande valor também no “governo civil” (HALLEY, 2001, p. 222).
Além dessa ordem estabelecida por Deus para o bem-estar do povo havia, no cenário veterotestamentário, outra ordem misteriosa, da qual trataremos a seguir.


[1] Quanto à tomada deste lugar, ou seja, “no serviço a Deus”, no dizer de Halley, como Deus poupou os primogênitos de Israel na última das pragas contra o Egito (Êx 11.4 – 12.13), todos os filhos primogênitos e todos os animais primogênitos pertenciam a Deus. Os animais eram sacrificados, ao passo que os homens eram redimidos. Para redimir o primogênito, a família pagava um preço ao sacerdote, em vez de entregá-lo para o serviço do Templo (2001, p. 125).
[2] [Do hb. Cohen gadol; do lat. Summus pontifex] O principal entre os sacerdotes. No sistema levítico, era o responsável pelo culto, adoração e sacrifício na congregação dos filhos de Israel. Sua maior função era representar os israelitas diante de Deus, e por eles fazer expiação. A intercessão era a base deste ministério exclusivo do Antigo Pacto (ANDRADE, 2007, p. 335).

[3] Pode também ser entendido como “patriarca”, ou seja, o chefe da família.
[4] Nome dado aos descendentes da Tribo de Levi.



Artigo extraído de: RODRIGUES, André. O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei. 2011, Editora Nossa Livraria - PE



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